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Preço do Cacau Hoje — 19/08/2026: Mercado Atualizado, Cotação Internacional e Perspectivas

Foto do escritor: tiel vídeos
tiel vídeos
19 de ago.
7 min de leitura

Atualizado: 28 de ago.

O dia 19 de agosto de 2026 chega com o mercado do cacau apresentando mais uma rodada de atenção para produtores, compradores, comerciantes e todos que acompanham diariamente a valorização das amêndoas. O preço internacional continua sendo um dos principais termômetros para o setor, mas é importante lembrar que o valor recebido pelo produtor brasileiro pode variar bastante de acordo com a região, qualidade do produto, volume negociado, umidade, logística e condições de compra de cada empresa.

Na atualização mais recente disponível em 19/08/2026, o mercado de referência internacional indicava o cacau em torno de US$ 5.919 por tonelada, considerando os dados referentes ao fechamento de 18 de agosto. O valor representava uma queda diária de aproximadamente 2,47%, embora o mercado ainda mostrasse alta acumulada no período de um mês.

Estado

Região de referência

Unidade

Preço

🇧🇷 Bahia

Sul da Bahia

Arroba (15 kg)

R$ 337,85

🇧🇷 Pará

Região de Medicilândia

Kg

R$ 14,52

🇧🇷 Espírito Santo

Linhares

Arroba (15 kg)

R$ 250,00

Outro indicador importante é a cotação dos contratos futuros negociados na ICE. Os dados disponíveis para 18 de agosto mostravam contratos de cacau com vencimento em dezembro de 2026 próximos de US$ 6.023 por tonelada, enquanto outros vencimentos futuros apareciam acima de US$ 6 mil por tonelada.

Tabela: referência do preço do cacau hoje

Indicador

Referência em 19/08/2026

Cacau no mercado internacional

US$ 5.919 por tonelada

Variação diária disponível

-2,47%

Variação em aproximadamente 1 mês

+7,23%

Contrato ICE – Dezembro/2026

US$ 6.023 por tonelada

Referência internacional por kg*

US$ 5,92/kg

*Valor obtido pela divisão da cotação internacional de US$ 5.919 por 1.000 kg. Esse cálculo serve apenas como referência e não representa diretamente o valor pago ao produtor brasileiro.

Por que o preço do cacau varia tanto?

Quem acompanha o preço do cacau sabe que uma diferença entre o mercado internacional e o valor encontrado nas regiões produtoras é normal. A cotação internacional funciona como uma referência importante, mas antes de o cacau chegar ao produtor brasileiro existem diversos fatores que influenciam a negociação.

Entre eles estão:

  • qualidade das amêndoas;

  • fermentação e secagem;

  • nível de umidade;

  • quantidade disponível para venda;

  • localização da fazenda;

  • custo do transporte;

  • demanda das indústrias e compradores;

  • dólar e outras moedas;

  • condições climáticas;

  • situação da produção nos grandes países produtores.

Por isso, dois produtores podem receber valores diferentes mesmo vendendo cacau no mesmo dia. Um lote com melhor padrão de qualidade pode ter maior valorização, enquanto custos de transporte e distância até os centros compradores também podem reduzir o valor líquido recebido.

Mercado internacional recua, mas o cacau continua em um cenário de volatilidade

O movimento observado na atualização de 19 de agosto mostra uma característica que tem marcado o mercado do cacau: a forte volatilidade.

Dados de mercado apontaram queda dos contratos de cacau no dia 18 de agosto. Uma das explicações citadas para a pressão sobre os preços foram as condições favoráveis de desenvolvimento das lavouras na África Ocidental. Notícias sobre boas condições climáticas na Costa do Marfim e em Gana aumentaram as expectativas relacionadas à próxima safra.

Também existem dados indicando aumento nos embarques de cacau da Costa do Marfim durante a temporada comercial analisada. Ao mesmo tempo, os estoques monitorados pelo mercado também ganharam atenção, contribuindo para a pressão sobre as cotações.

No entanto, isso não significa que o mercado esteja completamente estável. O cacau ainda é influenciado por problemas estruturais de produção, doenças nas lavouras, idade dos cacaueiros, condições climáticas e mudanças nas expectativas de oferta.

Portanto, uma queda em um único pregão não determina necessariamente uma tendência permanente.

O que está acontecendo nos grandes produtores mundiais?

Grande parte da produção mundial de cacau está concentrada na África Ocidental. Por isso, qualquer mudança nas condições das lavouras de países como Costa do Marfim e Gana pode provocar reações rápidas nas bolsas internacionais.

Segundo informações recentes do mercado, boas condições de cultivo contribuíram para uma pressão negativa nas cotações em agosto. Por outro lado, continuam existindo preocupações relacionadas a doenças nas lavouras, envelhecimento de plantações e riscos para a produção futura. A projeção divulgada para Gana também indicava possibilidade de uma produção inferior em 2026/27 em comparação com estimativas anteriores, dependendo da evolução das condições das plantações.

Essa combinação ajuda a explicar por que o cacau pode cair em um dia e recuperar parte das perdas pouco tempo depois.

O mercado está constantemente avaliando duas forças:

De um lado: melhora das condições climáticas, aumento de oferta e crescimento dos estoques.

Do outro: riscos climáticos, doenças, redução da produtividade e problemas estruturais nas lavouras.

É justamente esse equilíbrio que torna o acompanhamento diário tão importante.

Qual é a importância da ICCO para o mercado?

A International Cocoa Organization (ICCO) é uma das principais referências internacionais para informações e estatísticas do setor cacaueiro.

A organização calcula um preço diário do cacau utilizando as cotações dos contratos futuros mais próximos negociados na ICE Futures Europe, em Londres, e na ICE Futures U.S., em Nova York. Para a comparação, os valores são convertidos para uma mesma referência monetária.

Os dados disponíveis da ICCO mostram, por exemplo, como o mercado vinha oscilando durante agosto de 2026. Entre os dias 11 e 14 de agosto, as referências divulgadas apresentaram variações importantes, confirmando a instabilidade característica do mercado atual.

Por isso, acompanhar apenas um valor isolado pode não ser suficiente. O ideal é observar a evolução diária e semanal da cotação.

E o preço do cacau na Bahia?

A Bahia continua sendo uma das regiões mais importantes para a produção brasileira de cacau. Entretanto, não existe necessariamente um único preço válido para todo o estado.

O produtor pode encontrar diferenças de valores entre municípios e compradores. Regiões produtoras do sul e extremo sul da Bahia, por exemplo, podem apresentar condições diferentes conforme a disponibilidade local, distância até os centros de compra e características do produto.

Além disso, o preço negociado pode variar conforme:

Quantidade: lotes maiores podem ter condições comerciais diferentes.

Qualidade: amêndoas bem fermentadas e secas podem ter maior aceitação.

Umidade: o excesso de umidade pode influenciar descontos.

Comprador: cada empresa ou intermediário pode trabalhar com critérios próprios.

Entrega: retirar o produto na propriedade ou exigir transporte até outro município também pode mudar o resultado final.

Por esse motivo, o produtor deve consultar compradores da própria região antes de fechar negócio.

Pará e Espírito Santo também merecem atenção

Além da Bahia, o Pará vem ganhando cada vez mais importância na produção brasileira de cacau. O estado possui características próprias de mercado, logística e comercialização, o que significa que o valor local não precisa ser idêntico ao encontrado na Bahia.

O Espírito Santo também participa do cenário produtivo brasileiro e possui negociações que podem variar conforme as condições regionais.

Assim, uma tabela nacional deve ser utilizada como referência de mercado, mas não como garantia de pagamento.

O preço real é definido no momento da negociação entre produtor e comprador.

Como calcular o valor por quilo e por arroba?

Para facilitar o acompanhamento, muitos produtores gostam de comparar o preço do cacau em diferentes unidades.

A relação básica é:

1 tonelada = 1.000 kg

Assim, utilizando apenas a referência internacional de US$ 5.919 por tonelada:

US$ 5.919 ÷ 1.000 = aproximadamente US$ 5,92 por kg

Já para fazer uma comparação matemática com a arroba, é necessário considerar que:

1 arroba = 15 kg

Portanto:

5,92 × 15 = aproximadamente US$ 88,79 por arroba

Esse cálculo é apenas uma conversão matemática da referência internacional. O valor da arroba negociada na propriedade brasileira não é automaticamente igual a esse resultado, pois existem diferenças de moeda, qualidade, frete, descontos, custos comerciais e formação regional de preços.

O dólar também influencia o mercado brasileiro

Outro fator importante para quem acompanha o preço do cacau é a cotação do dólar.

Como o mercado internacional trabalha principalmente com referências em dólar, a variação da moeda americana pode influenciar a conversão das cotações para reais.

Isso significa que podem ocorrer situações como:

  • o cacau internacional subir e o dólar cair;

  • o cacau internacional cair e o dólar subir;

  • os dois subirem ao mesmo tempo;

  • os dois caírem ao mesmo tempo.

Por isso, analisar somente a bolsa internacional pode não mostrar toda a realidade do mercado brasileiro.

O produtor que deseja acompanhar melhor o cenário deve observar tanto a cotação internacional quanto a movimentação cambial e, principalmente, os preços oferecidos pelos compradores locais.

O preço do cacau pode voltar a subir?

Essa é uma das perguntas mais feitas pelos produtores.

A resposta é que o mercado continua sujeito a mudanças rápidas. Em agosto de 2026, os dados mostram que o cacau vinha apresentando recuperação em relação ao período de aproximadamente um mês, mas também sofreu pressão negativa em sessões recentes.

Uma eventual valorização pode ser influenciada por:

  • problemas climáticos;

  • redução das expectativas de produção;

  • aumento da demanda;

  • doenças nas lavouras;

  • redução dos estoques;

  • mudanças na política comercial dos grandes produtores.

Por outro lado, uma ampliação da oferta, condições climáticas favoráveis e crescimento dos estoques podem pressionar os preços.

Portanto, o mercado deve continuar sendo acompanhado diariamente.

Vale a pena vender o cacau agora?

A decisão de venda depende da realidade de cada produtor. Não existe uma resposta única válida para todas as propriedades.

Antes de negociar, é importante avaliar:

  1. O preço oferecido pelos compradores da região.

  2. A qualidade e a condição das amêndoas.

  3. Os custos de transporte.

  4. A necessidade financeira da propriedade.

  5. A quantidade disponível para venda.

  6. A possibilidade de armazenagem adequada.

  7. O comportamento recente do mercado.

Quem possui condições de armazenar o produto deve considerar os custos e riscos envolvidos. Já quem precisa realizar a venda pode comparar as propostas disponíveis e buscar as melhores condições possíveis.

Acompanhamento diário é fundamental, mas nenhuma cotação internacional deve ser interpretada como garantia de valorização futura.

preço do cacau hoje, 19/08/2026

O preço do cacau hoje, 19 de agosto de 2026, continua sendo marcado por grande movimentação no mercado internacional. A referência disponível para atualização indicava cerca de US$ 5.919 por tonelada, após queda diária de aproximadamente 2,47%, enquanto os contratos futuros continuavam próximos ou acima da faixa de US$ 6 mil por tonelada, dependendo do vencimento.

O mercado reagiu recentemente a informações relacionadas às condições das lavouras na África Ocidental, aumento da oferta e comportamento dos estoques. Ao mesmo tempo, permanecem riscos ligados à produtividade, doenças e à situação das grandes regiões produtoras.

Para o produtor brasileiro, principalmente nos estados da Bahia, Pará e Espírito Santo, o mais importante é acompanhar a referência internacional, mas sempre verificar o preço realmente oferecido na sua cidade ou região.

O cacau continua sendo uma commodity de forte importância para o agronegócio, e pequenas mudanças na oferta e na demanda mundial podem provocar variações significativas em pouco tempo.

Continue acompanhando diariamente o Preço do Cacau Hoje para conferir as atualizações do mercado, entender os fatores que influenciam as cotações e acompanhar as principais movimentações do setor.

 
 
 

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