Preço do Cacau por Estado

Confira o preço do cacau por estado, veja os valores atualizados na Bahia, Pará e Espírito Santo e entenda os fatores que influenciam a cotação do cacau.
Preço do cacau por estado
A tabela abaixo apresenta uma referência recente de cotação disponível para diferentes estados produtores. É importante observar que as unidades de comercialização não são iguais em todos os locais.
Estado | Unidade de referência | Preço de referência |
Bahia | Arroba (15 kg) | R$ 352,00 |
Espírito Santo | Saca | R$ 1.408,00 |
Pará | Quilograma | R$ 19,00 |
Os valores acima correspondem ao fechamento informado para 15 de julho de 2026 na cotação do Mercado do Cacau. Na data anterior, 14 de julho, as referências eram de R$ 325/@ na Bahia, R$ 1.300 por saca no Espírito Santo e R$ 17/kg no Pará.
Por isso, quem acompanha o preço do cacau hoje deve sempre verificar a data da cotação antes de utilizar o valor como referência para uma negociação.
Preço do cacau na Bahia
A Bahia é um dos principais estados produtores de cacau do Brasil e possui uma longa tradição na atividade cacaueira, especialmente na região sul do estado.
A produção baiana tem grande importância econômica para diversas cidades e comunidades rurais. Municípios da região cacaueira dependem direta ou indiretamente da atividade, que movimenta produtores, trabalhadores rurais, transportadores, compradores e empresas relacionadas ao beneficiamento.
Uma referência recente de mercado indicou o preço de R$ 352,00 por arroba para a Bahia.
Entretanto, o produtor deve compreender que esse número não significa necessariamente que todos receberão exatamente o mesmo valor. O preço final pode depender da qualidade das amêndoas, do comprador, da região, das condições de pagamento e de outros fatores comerciais.
Em julho de 2026, também foram divulgadas informações sobre reação do preço do cacau baiano para níveis próximos de R$ 305 por arroba em determinados momentos, mostrando como as referências podem mudar rapidamente.
Preço do cacau no Pará
O Pará ganhou enorme importância na produção brasileira de cacau nas últimas décadas.
O estado possui importantes áreas produtoras e se tornou um dos principais protagonistas da cadeia nacional. Dados da FAPESPA mostram que o Pará respondeu por aproximadamente 50,6% do valor da produção brasileira de cacau em 2024, enquanto a Bahia respondeu por cerca de 42,7%.
Na referência de mercado consultada, o cacau no Pará estava cotado a R$ 19,00 por quilograma no fechamento de 15 de julho de 2026.
Como a unidade utilizada no Pará é diferente da utilizada na Bahia, não é correto simplesmente comparar os números sem fazer a conversão.
Por exemplo, uma cotação de R$ 19 por kg corresponde matematicamente a R$ 285 por 15 kg. Porém, o valor efetivamente recebido pelo produtor pode variar de acordo com a negociação e com as características do produto.
Preço do cacau no Espírito Santo
O Espírito Santo também possui participação importante na produção brasileira de cacau.
Na cotação consultada, o estado apresentava referência de R$ 1.408,00 por saca no fechamento de 15 de julho de 2026.
Como a unidade utilizada é a saca, é necessário verificar o peso considerado para fazer comparações com outras regiões.
O produtor capixaba também precisa considerar fatores como qualidade, classificação, umidade, localização da propriedade e condições oferecidas pelo comprador.
Preço do cacau em Rondônia
Rondônia vem ganhando espaço na produção brasileira de cacau e faz parte da expansão da atividade cacaueira na região amazônica.
Dados apresentados pela FAPESPA, com base no IBGE, mostram que Rondônia representou aproximadamente 2,7% do valor da produção nacional em 2024.
O crescimento da atividade em novas regiões mostra que o cacau brasileiro não está concentrado apenas nos tradicionais polos produtores.
A expansão também aumenta a importância de acompanhar informações sobre produtividade, qualidade, mercado, logística e preços praticados regionalmente.
Por que o preço do cacau muda de um estado para outro?
Uma dúvida comum entre os produtores é por que o preço divulgado para um estado pode ser diferente daquele encontrado em outra região.
Existem vários motivos.
1. Unidade de comercialização
Esse é um dos primeiros pontos que precisam ser observados.
Uma cotação pode ser divulgada por:
quilograma;
arroba;
saca;
tonelada.
Por isso, comparar apenas os números pode levar a uma interpretação errada.
2. Qualidade do cacau
A qualidade das amêndoas é outro fator importante.
Características relacionadas ao beneficiamento, fermentação, secagem, classificação e conservação podem influenciar o valor comercial do produto.
O chamado cacau fino ou de qualidade diferenciada também pode encontrar mercados específicos.
O Sebrae Bahia tem destacado justamente a produção de cacau fino como uma possibilidade para produtores enfrentarem os desafios atuais do mercado.
3. Oferta e demanda
Como acontece com diversas commodities agrícolas, o equilíbrio entre oferta e demanda influencia diretamente os preços.
Quando existe maior disponibilidade de cacau no mercado, os preços podem sofrer pressão. Quando a oferta diminui enquanto a procura continua elevada, pode ocorrer movimento contrário.
O cenário internacional também exerce influência importante sobre o mercado brasileiro.
4. Mercado internacional
O cacau é uma commodity negociada em um mercado global. Portanto, acontecimentos em grandes regiões produtoras podem afetar os preços em diversos países.
A produção da África Ocidental possui enorme peso no mercado internacional. Dados apresentados pelo boletim agropecuário da Bahia destacaram que a região responde por aproximadamente 70% da produção mundial.
Mudanças climáticas, problemas nas lavouras, doenças, aumento ou redução da produção e comportamento do consumo podem provocar alterações nas cotações.
O preço do cacau caiu em relação aos recordes anteriores?
O mercado do cacau passou por fortes mudanças nos últimos anos.
Depois de alcançar níveis históricos em 2024, as cotações internacionais começaram a apresentar uma correção importante com a recuperação da oferta.
O boletim de conjuntura agropecuária da Bahia destacou que o preço internacional havia atingido aproximadamente US$ 12.565 por tonelada em dezembro de 2024, antes de recuar para níveis significativamente menores.
Outro levantamento publicado pela Forbes Agro apontou que os preços chegaram a registrar queda de aproximadamente 70% em relação ao recorde de 2024.
Essa mudança demonstra por que é importante acompanhar o mercado frequentemente.
O que influencia o preço do cacau hoje?
Diversos fatores podem influenciar a cotação do cacau.
Entre os principais estão:
produção brasileira;
produção mundial;
condições climáticas;
qualidade das amêndoas;
oferta e demanda;
custos de produção;
câmbio;
preços internacionais;
estoques;
consumo de chocolate;
importações e exportações;
custos de transporte;
condições de negociação entre produtor e comprador.
Em 2026, o mercado brasileiro também vem discutindo questões relacionadas às importações de cacau. Uma medida provisória envolvendo regras para importadores foi analisada pelo Congresso, mostrando que o tema possui importância econômica e política para a cadeia produtiva.
Como acompanhar o preço do cacau?
Para acompanhar o mercado de forma correta, o ideal é observar a data da cotação, o estado, a unidade de medida e a fonte da informação.
Não é recomendado utilizar uma cotação antiga como se fosse o preço do dia.
O mercado pode mudar rapidamente, principalmente quando existem alterações importantes nas bolsas internacionais, no câmbio ou na oferta do produto.
Por isso, ao pesquisar por preço do cacau hoje, o leitor deve procurar informações atualizadas e verificar quando aquela cotação foi registrada.
Preço do cacau por estado: por que acompanhar?
Acompanhar as cotações por estado permite entender melhor as diferenças existentes no mercado brasileiro.
Além de ajudar o produtor a conhecer referências de preço, esse acompanhamento também pode ser útil para pessoas que trabalham com comercialização, transporte, beneficiamento e outros segmentos ligados ao cacau.
Para quem possui uma propriedade rural, acompanhar o mercado também ajuda a entender tendências e planejar melhor a comercialização da produção.
É importante lembrar, porém, que uma cotação de mercado não representa necessariamente o valor final de cada negociação.
Perspectivas para o mercado brasileiro de cacau
O Brasil continua ampliando sua participação na produção de cacau e novas regiões vêm recebendo investimentos.
Além dos tradicionais polos da Bahia e do Pará, a produção também vem avançando para outras áreas.
Uma análise recente sobre a cadeia brasileira destacou a expansão do cacau para o Norte e para o Cerrado, com investimentos em tecnologia, irrigação e produção em escala.
Esse movimento pode contribuir para aumentar a produção brasileira nos próximos anos.
Ao mesmo tempo, o setor enfrenta desafios relacionados aos custos de produção, mão de obra, importações, preços internacionais e necessidade de melhorar a qualidade do produto.
O preço do cacau por estado pode apresentar diferenças importantes dependendo da região, unidade de comercialização, qualidade do produto e condições de negociação.
As referências recentes consultadas indicaram R$ 352,00 por arroba na Bahia, R$ 1.408,00 por saca no Espírito Santo e R$ 19,00 por quilograma no Pará, considerando o fechamento de 15 de julho de 2026.
Entretanto, esses valores devem ser utilizados como referências de mercado, e não como garantia do preço que cada produtor receberá.
Para quem acompanha o agronegócio, consultar regularmente as cotações é uma maneira de entender melhor o comportamento do mercado e acompanhar as mudanças que podem ocorrer ao longo do ano.
O mercado brasileiro de cacau continua passando por transformações. Bahia e Pará permanecem como protagonistas da produção nacional, enquanto Espírito Santo, Rondônia e outras regiões também contribuem para o crescimento da cadeia produtiva.
Continue acompanhando o Preço do Cacau Hoje para consultar novas informações sobre o mercado, cotações e valores do cacau por estado.



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